Começou assim...
O apoio chegou desta forma...
A discussão continuou...
Mas o apoio manteve-se....Com a actual situação da profissão de Enfermagem os enfermeiros mostram-se apreensivos. Daí decidir criar este blog e abordar o tema nas suas várias vertentes! Assim como a componente politíca que a envolve.

Um colega anónimo deixou o seguinte comentário. Simples, mas complexo. Objectivo, mas tão difícil de compreender por alguns. Directo, mas com uma mensagem que tarda em ser recepcionada. Leitura obrigatória:
ui melhor de nota) e mais bem formados Alunos, terão emprego, cabendo aos restantes as consequências da lei do mercado desemprego. 
Metade dos enfermeiros não conseguiu emprego na sua área de formação seis meses depois de ter terminado o seu curso, revela um inquérito feito pela Federação Nacional de Associações de Estudantes de Enfermagem (FNAEE) junto das cerca das 40 escolas de Enfermagem do país no final do ano passado.
As diversas entidades envolvidas na defesa e regulação da profissão de Enfermagem apelam constantemente à disponibilização e desbloqueio de novas vagas de acesso, para Enfermeiros, ao SNS. Simultaneamente, enquanto uma mão persegue este objectivo, a outra, por desleixo, perde o que a primeira tenta alcançar.
Quando para a Ordem dos Enfermeiros (OE) é tudo tão complicado, para a Ordem dos Médicos (OM) a simplicidade é o lema diário (ver notícia do Jornal Expresso abaixo). Quando para a OE é tudo moroso, para a OM a rapidez é banal.
Enquanto uns não "brincam em serviço", a OE continua na sua jornada, lenta e contaminada pela inércia, a caminho de não sei muito bem o quê... entretanto, vamos assistindo à formação de Enfermeiros em creches, lares, escolas, infantários, casas de repouso e sabe-se lá mais o quê...



"Ó São Precário, protegei-nos a nós, precários da Terra, fazei com que nos paguem subsídio de maternidade, protegei as funcionárias dos centros comerciais, os anjos dos call center, concedei aos falsos trabalhadores independentes subsídio de férias e reforma, rendimentos para todos e serviços gratuitos, livrai-os dos despedimentos malignos.(...)"
Assim começa uma reportagem na revista VISÂO desta semana intitulada "Geração em saldo". Nesta reportagem é descrito que a Licenciatura em Enfermagem é o 4º no ranking nacional de Licenciados desempregados! (não na versão online mas na revista). Não é novidade, bem sei, mas é sempre bom não esquecer. Eu não esqueço, outros não esquecerão, mas alguns fazem ouvidos moucos ou fingem não querer reconhecer...
Mudando de assunto, quero lembrar que neste preciso momento em que escrevo estas palavras, está a decorrer uma das maiores manifestações de Profes dos últimos tempos. Em Braga estão concentrados mais de um milhar de profes com velas na mão e vestes negras de luto. O site da FENPROF anuncia uma concentração ultramegagrande(!!) para o próximo dia 08 de Março em Lisboa. Meus amigos, esta federação de sindicatos de Profes faz parte da CGTP, tal como o SEP! Terão eles maior poder de mobilização? Terão os profes mais razões que nós para estarem descontentes? NÃO ME PARECE! Então será que somos nós burros e gostamos de ser espezinhados? PARECE QUE SIM!
Senhores do SEP e do SE tirem ideias capazes de mobilizar os Enfermeiros a nível nacional, não em pequenos nichos dispersos. Façam um estágio (não remunerado, claro!) na FENPROF e DESPERTEM DE UMA VEZ ! Esta imoperância vai ter um custo elevado para todos os Enfermeiros Portugueses. Melhor, já estamos a pagar!
Apesar da notória evolução académica da nossa profissão, não existem mudanças na prática. Pelo Contrário. Cada vez somos mais submissos e dependentes dos médicos. Vejam a publicação do Decreto-Lei dos ACES!
Começo por me apresentar, meu nome é Marco Veríssimo, tenho 20 anos e frequento o 3ºano da licenciatura de Enfermagem. É com receio e preocupação que vejo o futuro da profissão "Enfermagem". Além de não termos grande reconhecimento social (somos vistos como "aqueles" que dão picas, o copinho de medicação e muitas das vezes os "limpa rabos"), parece que nimguém ou muito pouca gente está realmente interessado em mudar esta imagem de uma vez por todas. É necessário mostrar para além dos dados estatísticos que somos extremamente necessários e imprescindíveis. Temos de lutar pelos nossos direitos e não desistir. Já ouviram falar de auto-valorização? Preseverança? Espírito de luta? É essa a imagem que queremos passar, é essa a imagem que queremos que a nossa Ordem passe ao Governo actual e que se inicie uma nova era. Só queremos que sejam tomadas boas medidas para o futuro da Enfermagem. Por tudo quanto é lado não faltam opiniões e soluções para esta problema, muitas podem nem ser viáveis, mas é preciso ouvi-las, é preciso encontrar uma solução.